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Devaneios

Toca uma das incontáveis interpretações do "Silêncio" de Beethoven, existentes no YouTube. O vídeo intitula-se "(Lovely Version", mostrando várias imagens de gatos e de cães. Uma peça que, a meu ver, tem uma carga atmosférica muito pesada, muito obscura... A galeria de imagens, passa como memórias doces, que deixam uma saudade demasiado amarga. Isto foi só um devaneio. A vida tem coisas muito amargas. Há alturas em que eu preciso de um certo isolamento, de um certo afastamento. Por vezes, é como se a depressão me comesse a alma. Sinto uma amargura, uma tristeza tão profunda. E só quero estar sozinho com os meus pensamentos, com os meus sentimentos. E só quero sentir o tempo preenchido comigo mesmo. Heremita. Eu não... Não sei, não me sinto bem, mentalmente. Eu sinto um sufoco enorme (os meus dedos deslizam sobre o teclado, a tentar acompanhar o ritmo da música. Desta vez, "(Stille)",...

A hora chegou

É chegada a hora de fazer alguma coisa. É chegado o tempo de escrever, desenhar, trabalhar a minha personalidade, ir atrás de todas as oportunidades, sem qualquer dó, sem qualquer piedade. Sacrificar tudo quanto reste de sanidade. Escolher aqueles que nos façam sentir bem. Falar com aqueles de quem sentimos a falta. É chegada a hora de sacrificar todo o conforto. É chegada a hora de olhar o mundo agressor de força e arrancar-lhe a segurança com que nos compromete. Hoje, estou só, porque me escolho só. Porque haveria de alterar o meu conforto, face ao desconforto de outro? É chegada a hora de caminhar por entre trilhas pisadas, se for essa a vontade. Se eu quiser, é hora de desbravar o que, dantes, não queria. Eu quero a vida. A vida, exageradamente.

Rambles of a sleepless Saturday morning

There is no such thing as unfortunate numbers. Like 27. People die at the age they have to die. It just happened that a certain unfortunate group of young people, living dangerously on a borderline, had the end of their lives at that age. Blame their options, not the numbers.

Às vezes...

Às vezes, olho para os casais de apaixonados. Admiro a forma como falam, como interagem. Sorrio. Às vezes, admiro os casais apaixonados e apercebo-me de que eu não sei jogar com charme, não sei bater coros e tenho uma confessa aversão a ligações emocionais.

Uma antologia poética precisa de ajuda

Há já um bom tempo que não vinha aqui. E o que aqui me traz, é um excelente motivo. Uma amiga e correspondente, escreveu vários poemas e acabou por ser seleccionada, juntamente com outros "novos poetas"*, para ser publicada! Para que isso seja uma realidade, é preciso apenas que contribuam financeiramente.e ajudem a partilhar a mensagem. " Emergente -Antologia Poética" é um livro que promete. Contribuam. Comprem o livro. Partilhem-no com os familiares e com os amigos. * não considero como existentes "novos poetas" ou "poetas veteranos". Poeta é -se, vive-se, sente-se, pensa-se. É -se, portanto, da condição de se escrever, de se criar, não de se ser publicado! É esta a minha opinião!
Escrevo no comboio. Testo a aplicação do Blogger, enquanto vou a caminho de casa. Ultimamente, dou comigo a ficar paranóico sem motivo aparente. Invento mil e uma maneiras de inquietar-me. Olho. Olho mais uma vez. Está. Deixa de estar Volta a parecer que sim. Tento evitar. Mas é mais forte do que eu... Ultimamente, dou comigo a assumir-me, límpido, impávido e sereno. Se vierem a saber, o que importa? Dou comigo. Anseio mais. Quero mais... Pergunto-me que levará as pessoas a Centros Comerciais e a ficarem lá durante horas. Hoje, enquanto procurava um caderno para trazer sempre comigo - sigo o teu conselho - observei, uma vez mais, as pessoas e fiquei com pena, pela primeira vez em anos, de não sentir-me como qualquer um deles. Acho que é, enfim, hora de terminar este texto. Está longe de ser o idealizado e já vou a dormir no banco do comboio... Até breve!!

Citações que adoro!

"Nunca digas 'desta água não beberei'. O caminho é longo e, na volta, podes sentir sede."