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Showing posts from April, 2017

Daqui a nada...

Recebo uma daquelas mensagens a dizer: Bruno, vai dormir.

Nem tudo vale a pena.

Eu poderia escrever de emoções, escrever de sentimentos. Poderia falar, escrever de qualquer coisa que (se) sentisse. Eu poderia deixar fluir o meu pensamento, deixar que saíssem devaneios desordenados, escrever um longo texto sem qualquer sentido - preferi calar-me, cortando o texto com um facto. E não me bastou. Poderia escrever de coisas que vejo, coisas que vivo, gente que vejo, que encontro, que sirvo. Poderia escrever de gente que olho, com quem falo, que simplesmente cumprimento. Poderia falar daqueles que fazem a minha mente vacilar. Poderia falar de tantas pessoas, escrever tantas pessoas, Poderia falar de coisas que já nem sei como se fazem. Poderia escrever sobre aqueles momentos que nem recordo ter vivido. Poderia falar das noites de pensamentos suicidas, remexer no cadáver fétido de certa emoção, sem que fizesse bem algum. No fim de contas, divago sobre tantas coisas. Mas não vale a pena. Porque o poeta estava errado: nem tudo vale a pena.

Não contem comigo

Entendam que não ando para satisfazer todas as vossas vontades, nem todas as vossas necessidades. Sou o melhor, no sentido em que vos satisfaço )e tiro satisfação disso), em que guardo segredos, que são o melhor para todos os envolvidos, mas tenho, também, as minhas vontades, os meus desejos. Não contem comigo, se posso apenas contar convosco quando vocês querem ou precisam.
Não escrevo só sobre lamentos. Há alturas em que escrevo sobre mim, sobre alguém, meramente para escrever ou para libertar-me de certos pensamentos. Agradeço que nem todos os dias sejam de angústia.