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"A Sentir-me Triste"

  Tinha colocado um estado no Facebook. " A sentir-se triste ", dizia. E apaguei.  Não sou muito fã de quem se queixa de que outros comentam as suas vidas, mas não deixam de publicar tudo o que fazem ou conquistam nas redes sociais. Prefiro, ainda que continue a ser um espaço público, vir a este meu cantinho e deixar sair os meus lamentos. De todos quanto conheço, sei que a probabilidade de abrirem este blog e ler o que quer que seja, é reduzida. Talvez pelas mudanças de tempo que se têm feito sentir, tenho-me ressentido mentalmente. Com isso, tenho sentido uma espécie de ressentimento para com ele . Ele , que nada me é, nem me foi, senão alguém que satisfaço e com quem me satisfaço de tempos a tempos. Não existe sequer uma amizade, nem um cumprimento na rua, onde cumprimos o papel daquilo que somos: estranhos. Talvez por perceber que está, agora, mais perto e por vê-lo mais vezes, acabando por fazer todos os possíveis para ter um vislumbre de tal criatura. Tenho-me ressentid...

Não me interessa o amor!

Não me interessa o amor, quebrar o que chamam de solidão. Não me interessa largar as rédeas do sentimento e deixar que as coisas se descontrolem, como um incêndio no mato. olho para trás e penso em tudo quanto passei, sempre sozinho. Ninguém se propôs a navegar nessas ondas de mágoa e desespero ao meu lado, como podem esperar que aceite que naveguem o meu navio na calmaria? Recordo das poucas vezes em que tentei, quando nunca fui suficiente, nem fui sequer alguém que escolhessem. E hoje, se estou aqui e sou quem sou, com todos os defeitos e as poucas qualidades se mantiveram, se saio de casa sozinho para beber café ou ir dar umas caminhadas, sem procurar saber se mais alguém vai a esse mesmo café, devo-o a todos esses momentos. Ou à sua falta. E hoje, se escolho ir a um café sozinho, escolhendo mesmo um sítio onde a probabilidade de encontrar caras conhecidas seja o mais reduzida possível, devo-o a quem me transformou naquilo que sou; devo-o a todos esses alguém, a todos quanto diziam ...

amor próprio

Ainda que, muitas vezes, não pareça, ainda conheço o amor e o respeito próprios.  Posso brincar e gozar, mas se não sou bom para uma vez, não sou bom para repetir. Se a minha companhia não presta, ainda que seja burro de procurar as pessoas, não perco a dignidade de insistir.  O ano que se passou foi um ano bastante complicado. Quem me é mais próximo e quem soube do que se passou, sabe do que falo. Quem é um estranho, a pousar os olhos por aqui, ou quem é um amigo que não quis saber, pode bem ficar a tentar adivinhar de que falo. O ano que se passou, foi um ano bastante complicado, em aue me afastei de algumas pessoas, sem razão de ser, em que me afastei de todos, pelo motivo mais óbvio e mais doloroso  (uma vez mais, é ler as primeiras frases); apesar de tudo, continuei a insistir em algumas pessoas e em algumas amizades . Desisti. Como disse, conheço ainda os traços do amor e do respeito próprio.  Hoje, mais uma vez, tive a prova de que há pessoas que ainda querem ...