Thursday, November 22, 2007

Deep Inside

Amália Rodrigues: "Desde que existe a Morte, a Vida é imediatamente absurda. Sempre pensei assim". translation: "Since Death exists, Life is imediatelly absurd. I always thought like that."

I see myself through this artist that I have mentioned in two of my postings...

Let's see, deep inside, we can always find the most true of ourselves, when we go across our soul, our thoughts. An artist always reaches the deepest of his/her soul through his/her creations... Lately I haven't been able to paint, but I've been writing some poems. I'm in there, whichever I like it or not... Ok, I'm not really inspired today... Maybe one of these days... If I'm still breathing!!!

Para Os Lusófonos


Prece
Letra e música: Alain Oulman/ Pedro Homem de Melo

Talvez que eu morra na praia

Cercada em pérfido banho

Por toda a espuma da praia

Como um pastor que desmaia

No meio do seu rebanho.


Talvez que eu morra na rua

E dê por mim de repente

Em noite fria e sem luar

E mando as pedras da rua

Pisadas por toda a gente.


Talvez que eu morra entre grades

No meio de uma prisão

Porque o mundo além das grades

Venha esquecer as saudades

Que roem meu coração.


Talvez que eu morra de noite

Onde a morte é natural

As mãos em cruz sobre o peito

Das mãos de Deus tudo aceito

Mas que eu morra em Portugal.

Fado interpretado por AMÁLIA RODRIGUES, um dos meus favoritos, que toca tanto na minha alma que até dói!!! É dificil quando alguém que não nós, chega ao mais profundo da nossa alma... e é assim com esta artista morta... Morta, corporalmente, a sua alma persiste em toda a obra que deixou no Mundo dos vivos...